domingo, 31 de outubro de 2010

Entrevista interessante do terapeuta Jorge Rodrigues

Uma entrevista com o terapeuta ocupacional Jorge Rodrigues sobre o seu projeto Órteses e Adaptações em PVC Tubular e Materiais de Baixo Custo.




ENTREVISTA: JORGE LOPES RODRIGUES JÚNIOR
POR THAIS SENA SCHETTINO 






Há 12 anos, o terapeuta ocupacional Jorge Rodrigues se dedica a estudar materiais que possam ser utilizados com sucesso na confecção de órteses para membros inferiores e superiores. Seu esforço foi reconhecido ao ter o seu projeto Órteses e Adaptações em PVC Tubular e Materiais de Baixo Custo entre os finalistas do Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, edição 2005. O interesse por esse campo de pesquisa surgiu quando ainda era estudante e o acompanhou após a graduação. Depois de testar vários materiais, foi com o PVC tubular, um tipo de encanamento para água ou esgoto, que ele conseguiu os melhores resultados para substituir os plásticos termomoldáveis, material importado. "Um cano de PVC custa em média entre R$ 30,00 e R$ 40,00, possuindo cerca de seis metros de comprimento, sendo possível construir aproximadamente entre 40 e 44 órteses, dependendo do tamanho e do tipo", explica. Apesar de esse material ser de baixo custo, Rodrigues hoje enfrenta dificuldades para dar continuidade ao projeto, pois precisa de recursos para prosseguir com a pesquisa, para manutenção dos equipamentos e para atender mais pacientes.
Nesta entrevista ao site da Fundação Banco do Brasil, o terapeuta explica como iniciou seus estudos e como vem auxiliando pacientes a terem acesso a órteses que antes eram inalcançáveis.


Fundação Banco do Brasil: Como surgiu a idéia do projeto?
Jorge Rodrigues: Essa idéia surgiu em 1994, quando ainda era aluno do curso de terapia ocupacional e freqüentava a disciplina órtese e prótese, que utilizava materiais termomoldáveis importados, em quantidade muito reduzida por causa do custo muito elevado, inviabilizando o seu uso e a aplicação desses recursos para os pacientes neurológicos e traumato-ortopédicos assistidos por mim nos estágios curriculares (hospitais, centros de reabilitação etc.). Dessa forma, iniciei uma pesquisa por conta própria, analisando materiais diversos (plásticos, metais, fibras, couros etc.) com a finalidade de desenvolver órteses e adaptações para as pessoas carentes que necessitavam de tais dispositivos, sendo esse o tema do meu trabalho de conclusão de curso, em 1996, junto a pacientes hansenianos. A maior efetividade dessa técnica deu-se por meio da construção do Laboratório de Tecnologia Assistiva do curso de terapia ocupacional, em 2001/2002, com a estruturação deste serviço e também com as atividades do estágio curricular obrigatório e não obrigatório, envolvendo alunos, professores e técnicos no desenvolvimento de pesquisa e de iniciação científica.

Fundação Banco do Brasil: Há alguma restrição ou critério para receber a órtese?
Jorge Rodrigues: Todos os pacientes participantes do programa do Laboratório de Tecnologia Assistiva (Labta) são avaliados pela equipe de terapeutas ocupacionais, formadas por um docente de terapia ocupacional, um terapeuta ocupacional e quatro alunos, que avaliam as necessidades reais de uso ou não de dispositivos terapêuticos ocupacionais enfocando aspectos biomecânicos, anatômicos, funcionais e clínicos. Todos os pacientes são atendidos por meio do programa de ensino-assistência, tendo um acompanhamento feito pelos membros da equipe, e quando necessário realizam-se visitas domiciliares para avaliar as condições de vida do paciente ao realizar suas atividades de vida diária ou de vida prática. No início do projeto, atendíamos a uma demanda muito diversificada, tanto da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da rede privada, da capital e do interior do estado do Pará, porém essa demanda aumentou consideravelmente, enquanto os recursos necessários para manter o trabalho foram reduzidos, pois a população não possui nenhum recurso e o Labta não possui nenhum apoio ou recurso destinado à confecção dos dispositivos. Dessa maneira, foram criados critérios de avaliação socioeconômica para disponibilizar os dispositivos.

Fundação Banco do Brasil: Quais os benefícios para os que recebem a órtese?
Jorge Rodrigues: As órteses são recursos utilizados externamente ao corpo para auxiliar em funções deficitárias, estabilizar ou posicionar um membro que se apresenta espástico ou plácido e melhorar a função de membros acometidos por déficits funcionais. Quando utilizadas corretamente, as órteses podem prevenir deformidades, favorecendo maior função ao desenvolver atividades de vida diária, promovendo o máximo de independência, e principalmente sem nenhum custo para o paciente.

Fundação Banco do Brasil: Outros materiais foram testados. Por que não deram certo?
Jorge Rodrigues: Muitos materiais foram testados, porém nem todos foram descartados, já que alguns dispositivos são construídos utilizando materiais de características diferentes (metal, plásticos, PVC, couros, borracha etc.), de acordo com a prescrição e objetivo/função que o dispositivo irá desempenhar. Os materiais são todos analisados levando em consideração o clima da região, o tempo de uso, resistência, peso, durabilidade, higienização, e as características clínicas do paciente. Também utilizamos materiais de sucata como embalagens plásticas e emborrachados recicláveis.

Fundação Banco do Brasil: Quanto tempo se passou da idéia inicial até que uma pessoa pudesse usar a órtese de PVC? Qual o custo do projeto?
Jorge Rodrigues: Aproximadamente um mês. O projeto reduz os custos de aquisição de uma órtese ou adaptação em dez vezes ou mais em comparação com os equipamentos industrializados ou com a matéria-prima importada (plásticos termomoldáveis). Por exemplo, um cano de PVC custa em média entre R$ 30,00 e R$ 40,00, possuindo cerca de seis metros de comprimento, sendo possível construir aproximadamente entre 40 e 44 órteses, dependendo do tamanho e do tipo específico.

Fundação Banco do Brasil: Que tipo de membros ou partes do corpo podem receber o reforço da órtese de PVC?
Jorge Rodrigues: Em princípio, todos os segmentos corporais podem receber o dispositivo ortótico em PVC tubular, já que ele é passível de modelagem ao biótipo do paciente. No entanto, a grande demanda (cerca de 90% dos aparelhos) do laboratório são aplicados aos membros superiores e membros inferiores, necessitando ainda desenvolver maior pesquisa em relação ao seu uso em outras áreas do corpo.

Fundação Banco do Brasil: Como é feita a manutenção e qual a sua periodicidade?
Jorge Rodrigues: Os recursos ortóticos confeccionados em PVC tubular apresentam uma manutenção muito baixa principalmente por causa da grande resistência do material estrutural. Porém, quando é necessário efetuá-la, geralmente é realizada a troca de velcros ou do forro, pois são as partes estruturais que mais se desgastam com o tempo. Os dispositivos possuem uma média de vida útil de aproximadamente seis meses a um ano, dependendo do tipo de uso e também do grau de informação do paciente ao seguir corretamente as orientações de uso.

Fundação Banco do Brasil: Quais as principais dificuldades encontradas para realizar o projeto? E quais as principais descobertas?
Jorge Rodrigues: No Laboratório de Tecnologia Assistiva do curso de terapia ocupacional da Universidade do Estado do Pará (Uepa), é desenvolvido o projeto de confecção de órteses e adaptações em PVC tubular e materiais de baixo custo. Apesar da grande divulgação desse trabalho por meio de sua participação no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, as dificuldades encontradas atualmente são muitas, principalmente pela falta de recursos materiais adequados à realização do projeto, como as matérias-primas mais simples e de custo mais reduzido, os materiais de consumo (tubos de PVC, rebites, couro, velcro, chapas, borrachas etc) e também os materiais permanentes que se encontram sem manutenção adequada, sem investimento em novos equipamentos, visto que o projeto funciona com os limitados recursos destinados à graduação dos acadêmicos do curso de terapia ocupacional, necessitando urgentemente de reposições e novas aquisições, tendo em vista a evolução do trabalho desenvolvidos pela equipe do Labta. O trabalho realizado no Labta envolve pesquisa e desenvolvimento de novos recursos ortóticos e adaptativos que favoreçam a melhoria da qualidade de vida dos pacientes atendidos, desenvolvendo tecnologia regional e nacional de baixo custo e de excelente qualidade, com recursos inovadores e promovendo pesquisa em tecnologia assistiva.
FONTE: VERSO BRASIL EDITORA
DATA: 04/05/2006




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Atividade usando Pecs

Adorei a atividade da carta enigmática  para trabalhar com as Pecs pois o uso desse recurso acompanhado de plavras e/ou símbolos é importantíssimo para várias deficiências, inclusive as de cunho intelectual. É surpreendente a resposta queobtemos que elas.

Atividade desenvolvida no curso

Contando com a ajuda da aluna Géssica para realizar a atividade 5, Expliquei a ela sobre o curso que estou fazendo e ela seria minha colaboradora, levei-a ao site do NIEE, comentei sobre os trabalhos feitos por jovens com necessidades especiais, em seguida pedi que lesse o tema do projeto, e algumas histórias sobre os heróis.  Percebi que a mesma lê por antecipação, talvez por ansiedade, comentamos juntas algumas das histórias, após ver sua empolgação  pedi que em casa, escrevesse um texto falando sobre um herói que ela tenha. Ela descreveu o pai como seu héroi.

O Colégio Estadual Dr Onério Pereira passa por reforma

O Colégio Estadual Dr |Onério Pereira Vieira, de Quirinópolis, Goiás passa por reforma, após anos de agonia, em um prédio quase desabando o governo de Goiás está fazendo a reforma dessa Unidade de Ensino, mantendo as 14 salas de aula, cria agora o laboratório de Ciências, de Informática e de Línguas, além da Biblioteca e da sala de  recursos, a quadra de esportes será ampla com vestiários e coberta.
Apesar de estar em prédio emprestado pela Prefeitura de Quirinópolis a escola continua fazendo um ótimo trabalho, desenvolvendo os projetos  anti fumo, bullyng, meio ambiente, entre outros.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

APRESENTAÇÃO DA FORMAÇÃO CONTINUADA

O respeito e a valorização da diversidade humana efetiva-se por meio do deslocamento do verbo integrar, a simples união de diferentes grupos, sem um projeto que institua um nova percepção para a diferença, para o verbo incluir, um movimento que efetiva-se por meio de políticas públicas que projetam e constroem a ação para o pertencer. Para que a integração se configure em uma prática de inclusão, é preciso que bases teóricas de respeito à heterogeneidade, é necessário que suportes técnico-metodológicos para a mediação com a diferença sejam discutidos e apropriados pela sociedade em sua totalidade e, em especial, por educadores e gestores de sistemas escolares contemporâneos.

(Trecho extraído da apresentação  da FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM


TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS)